Transformação – Em nossas mãos!

A FONTE DAS MÃOS

As pessoas dizem que conhecem isto ou aquilo “como a palma das mãos”. Mas, quando muito, olhamos nossas unhas... Nos espelhos olhamos a cabeça, o rosto, os cabelos, o corpo e suas roupas e enfeites. Mas as mãos são esquecidas, até porque vivem sempre muito ocupadas, inclusive segurando o pente com que nos penteamos ou o espelho em que nos olhamos.

 
 
Há quem olhe as mãos para ver a sorte, as linhas da vida e da morte. Mas, na verdade, a vida está literalmente em nossas mãos, nossas serviçais mais usadas e que também nos permitem o uso de ferramentas de todo tipo, dos talheres aos computadores. Nossa vida é o que fazemos com as mãos.
 
 

Discutem os antropólogos qual terá sido salto evolutivo maior – o uso do fogo ou a invenção da escrita? Mas para manter o fogo acesso e com ele evoluir da cozinha à metalurgia, nossos ancestrais se valeram tanto do cérebro como das mãos. E certamente a linguagem não nasceu de uma inspiração artística, mas da necessidade do trabalho em conjunto, para a caça, a pesca, a construção ou fosse lá o que tivesse de ser feito... com o cérebro comandando e as mãos operando, em mútua evolução.

 

Entre os animais do planeta, só nós e os primatas temos, por exemplo, a capacidade de prender coisas com os dedos. Ou acariciar com a mesma mão que pode golpear. Ao mesmo tempo em que os pés se adaptaram à postura bípede, as mãos evoluíram em capacidade, utilidade, sensibilidade e expressividade, a ponto de termos uma linguagem das mãos, e na linguagem oral não deixamos de usar as mãos.

 

Quando nosso ancestral pintou nas cavernas as cenas de caça que para ele eram a maior expressão de vida, terá sido porque tinha evoluído as armas para a caça, as mãos para a pintura e a alma para a arte. Queria vender o tempo, gravando a vida na pedra. Mas, antes mesmo disso, ao colher pedra para os seus machados, terá colhido também seixos que, pela sua lisura, para nada serviriam a não ser para se olhar. Também terá colhido sementes e flores coloridas não para comer pela boca mas para consumir com os olhos, nessa atividade tida como supérflua mas, na verdade, essencialmente humana: a apreciação das coisas, a contemplação da natureza, prenúncios do poder do pensamento.

 
 

Ao usar uma cabaça como vasilha, ou uma pedra como faca, o artesão ancestral criava uma extensão de seu próprio corpo, o utensílio que então terá sido marcado ou diferenciado de alguma forma pelo seu possuidor. Com o uso, essa posse terá ganhado afeto, e o trabalhador terá enfeitado o seu utensílio com alguma pintura ou textura especial, da mesma forma que terá entregado à mulher uma fruta colorida ou mesmo uma flor, para colher uma atenção especial ou um sorriso reconfortante.

 

Assim, o artesanato nasceu antes das artes e continua vivo desde então, reunindo utilidade e beleza. Fruto da mente e obra das mãos, o artesanato é ponte entre a herança coletiva e o gosto individual, a cultura e o estilo, sem abrir mão da sua essência serviçal.

 

O artesanato serve: serve para isso, serve para aquilo ou, ainda, para nos enfeitar a vida, lembrando que somos mais que seres biológicos. Pode-se medir a cultura e avaliar a personalidade das pessoas olhando os artesanatos de suas casas.

 
 

Ao produzir artesanato, nos desculpamos com a natureza e nos reabilitamos pelos danos que lhe causamos, ao fazer do barro o jarro, da palha o tecido, da madeira a escultura, da semente a jóia, criando também nossos frutos coloridos pela imaginação. As mãos tornam-se fonte de transformações.

 
O artesanato indica a capacidade imaginativa de uma civilização, sua usinagem criativa com os materiais do ambiente. Chegamos a um tempo em que a indústria, o comércio e os serviços são criteriosamente avaliados para o público, através das certificações de qualidade. Este álbum flagra o artesanato do Paraná também nesse processo de evolução acelerada, com as mãos não só nas matérias-primas da nossa natureza, mas também na reciclagem cidadã de materiais e com os olhos levantados para os horizontes da exportação. Porque, fazendo o melhor para as exigências do mundo, nossos artesãos estão também fazendo o melhor para nossa gente e para uma vida melhor, como exemplos de transformação em arte, que é a própria essência do artesanato.
 

Artesaõs primitivos ou rústicos se transformam em criadores refinados, sem perder a autenticidade. Uma atividade econômica quase marginal e pouco remunerada torna-se fonte de habilitação social e calificação humana, também com as lições e os exemplos ecológicos de rehabilitação dos materiais. Transformação – Em nossas maõs!

 
 

ARTEST - Associação de Artesanato e Estilo, apoiada pela APEX – Agência de Promoção de Exportações do Brasil, SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, através de convênios, promove atividades de capacitação técnica e empresarial de artesãos.

 

Trata-se de um trabalho de geração de emprego e renda, baseado nos princípios da responsabilidade social, cujo objetivo final é a produção de um artesanato não só com maior valor agregado, mas também com uma forte identidade brasileira.

 

O artesanato indica a capacidade imaginativa de uma civilização, sua usinagem criativa com os materiais do ambiente. Chegamos a um tempo em que a indústria, o comércio e os serviços são criteriosamente avaliados para o público, através das certificações de qualidade. Este álbum flagra o artesanato do Paraná também nesse processo de evolução acelerada, com as mãos não só nas matérias-primas da nossa natureza, mas também na reciclagem cidadã de materiais e com os olhos levantados para os horizontes da exportação. Porque, fazendo o melhor para as exigências do mundo, nossos artesãos estão também fazendo o melhor para nossa gente e para uma vida melhor, como exemplos de transformação em arte, que é a própria essência do artesanato.

 

Fora do Brasil, a ARTEST prospecta mercados e busca parceiros comerciais que saibam reconhecer o potencial de negócios desta iniciativa e desejem oferecer a seus clientes os criativos e originais produtos do novo artesanato brasileiro.

 
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